"Se exponho a você minha nudez como pessoa, não me faça sentir vergonha!"

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Pais adotivos não torturam crianças


A agente policial Jussara Assis começou a tremer quando entrou no apartamento da empresária Sílvia Calabresi. Ela e os colegas sabiam, por meio de denúncia anônima, que a empresária torturava uma criança, só não esperavam encontrar tanto sofrimento. Adotada informalmente por Sílvia, a menina de 12 anos, Lucélia, sofria todo tipo de maus tratos. Estava amarrada a uma escada de ferro quando os policiais chegaram.
Os horrores vividos por Lucélia durante os dois anos em que esteve sob a guarda da empresária foram amplamente divulgados pela mídia. Faltou dizer que mães adotivas não torturam crianças. Em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, Sílvia justificou os maus-tratos dizendo que “estava educando”. Educando? Sob o mesmo pretexto da educação, a empresária torturou outras cinco meninas. Todas adotadas por ela.
Do ponto de vista jurídico, a adoção é um procedimento legal, regulamentado pelo Código Civil e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que consiste em “priorizar as reais necessidades, interesses e direitos de uma criança”. Em uma definição mais natural, adotar é atender aos pedidos afetivos, materiais e sociais de um ser humano, em um ambiente familiar saudável. Tudo o que Lucélia não tinha na casa de Sílvia Calabresi.
Para a polícia, a empresária apresenta sinais claros de psicopatia. A delegada responsável pelo caso, Adriana Accorsi, diz que “Sílvia é sádica, sente prazer em machucar meninas e em momento nenhum demonstra arrependimento”. Por que, então, dizer que a empresária adotava meninas? A adoção, vista como um fenômeno de amor e dedicação deve ser incentivada pela lei.
Que fique aqui uma lição: deixar um filho sob a guarda ilegal de quem quer que seja é um equívoco, um grande risco. Os pais biológicos de Lucélia são separados e enfrentam dificuldades financeiras, nada que justifique o que aconteceu. A menina foi entregue a Sílvia para ter uma vida melhor. Mas o que pode ser melhor do que o afeto de um pai? Lembrando que este pai, ou mãe, pode sim ser adotivo. Pais adotivos não torturam crianças.

2 comentários:

Alexandre disse...

Ei mana, eu sóh li ateh a metade... to comentando aqui pra inalgurar o espaceee..


bjoo..

Alexandre(Seu Idolo)

Vlad disse...

Entrei neste blog pelo força da expressão da frase: "Pais adotivos não torturam crianças". Vim aqui motivado justamente em buscar mais força, mais subsídio, mais inspiração, para a minha atividade diária de ser pai, tanto pelo rigor da lei, quanto pela cumprimento do seu papel, contribuindo com amor, carinho e dedicação para com a criança que a vida me apresentou como filho. Um menino de ouro, imperfeito como todos, com suas virtudes e vícios. Um menino que amo. Em breve terá uma maninha, que já tem nome e que virá de algum abrigo.
Pensei encontrar no texto algo que colocassem os pais adotivos num patamar diferente, um engano primário para quem já convive a tanto tempo com a adoção. Mas logo voltei a constatação de tantas outras leituras e reflexões: pais são pais e não importa como tiveram seus filhos, portanto, permita-me uma sugestão. "PAIS NÃO DEVERIAM TORTURAR SEUS FILHOS". Parebéns pelo belo texto.