"Se exponho a você minha nudez como pessoa, não me faça sentir vergonha!"

domingo, 2 de novembro de 2008

Maldito relógio biológico!

Ontem, fui ao “chá de fraldas” – o velho “chá de berço” já era – de uma querida amiga. Uma feijoada deliciosa, amigos de longa data, conversa boa e a constatação inevitável: o mundo está se casando e tendo filhos. Pelo menos, o mundo à minha volta. Não que eu esteja desesperada. Imagina (risos)! O problema é que, às vezes, falta assunto.
É claro que dá para ser solidária e até compartilhar da felicidade dos recém casados, dos que fazem planos para a chegada da cegonha, da amiga que acabou de saber que está grávida, da que está prestes a ser mamãe e, ainda, da que se desdobra para dar atenção aos gêmeos. Mas chega uma hora em que a distância entre o mundo dos solteiros e o mundo dos que estão “constituindo família” fica escancarada.
“Está na hora de você providenciar um bebê”, desafia um amigo. “Eu?! Tá maluco?”, reajo meio sem pensar. No fundo, também acho que está “na hora”, mas como eu posso “providenciar” um bebê? Só porque eu quero? Possível é, mas uma produção independente nunca passou pela minha cabeça, está longe de tudo o que planejei. Bem, pelo menos até agora...
Até algumas feministas, como a americana Camille Paglia, já defendem que o maior dilema da mulher moderna é conciliar uma carreira de sucesso com o implacável relógio biológico. Homens e mulheres são biologicamente diferentes. Tudo bem que aquele namorado não esteja pronto para se casar e ter filhos – será que algum dia vai estar? – mas não dá para ignorar a natureza. A fertilidade da mulher é alta na juventude, mas começa a apresentar problemas com o passar do tempo, notadamente por volta dos 35 anos.
Maldito relógio biológico! Quero ser bem sucedida na profissão, mas não quero minha existência resumida ao trabalho. E já que ainda tenho um tempinho, sigo apostando no curso natural da vida. E que venham os bons encontros, as boas surpresas...

6 comentários:

Perdigoteira disse...

Tê,

vc é uma das pessoas mais bonitas que eu conheço. Bonita mesmo, de cara e de coração. Tá, isso não tem nada a ver... Mas eu nem sei se ja tinha te dito isso antes! Fica dito agora! mas com seu post, eu lembrei do personagem do Tom Hanks no filme Náufrago... Foi uma lição que extrai do cinema. Esperar. Manter-se VIVA, no sentido mais transcendental da palavra, porque a gente nunca sabe o que a maré vai trazer a praia.
Quando menos se espera, a vida faz uma curva e mostra um horizonte que nem imaginar conseguiríamos . Pra mim, isso não é retórica, é real. E eu aposto nisso quantos relógios tiver

Mônica disse...

Amiga, você traduziu com maestria o que eu adoraria dizer ao mundo também!!!Sorte daquelas que não enfrentam este tipo de conflito, ou porque não sentem a pressa bater à porta, ou porque cruzaram o caminho com a cara metade antes do tic-tac enlouquecedor botar as mangas de fora. Mas prefiro tentar acreditar que tudo tem MESMO a sua hora certa!!É só uma questão de TEMPO...Beijão!

patriciatriers disse...

A Nilce disse tudo!
A maré sempre traz alguma coisa surpreendente! Afinal, quem imaginaria há 2 anos que você viria neste fim de semana no MEU chá de fraldas???? rsrs
Beijos!!

LIS disse...

PRIMA...TUDO TEM SEU TEMPO...NEM SEMPRE O NOSSO RELÓGIO ESTÁ NO MESMO FUSO HORÁRIO DO RELÓGIO DE DEUS...EU QUE O DIGA...O GUI ESTAVA NOS MEUS PLANOS FUTUROS...SE DEPENDESSE DO MEU TEMPO ELE AINDA VIRIA DAQUI UNS 6 ANOS...NEM ACREDITO Q ANO Q VEM ELE JÁ FAZ 7 ANINHOS....SÓ TREZE ANOS DE ANTECEDÊNCIA...APROVEITE CADA MINUTO DESTA SUA FASE...ASSIM TERÁ MUITO O QUE CONTAR PROS SEUS FILHOS..... BJS!!!!

Hellen disse...

Tê... acho que posso te chamar assim né???

Em primeiro lugar, obrigada por me dar um lugar no seu Blog!
Em segundo lugar, eu quero discordar das opiniões das meninas... não sou tão romântica e talvez até otimista como elas. Acredito, que nós temos que ser o "senhor do tempo". Do nosso próprio tempo, ou como alguns gostam de chamar:destino.
Sou filha de mãe solteira, não conheço o pai, e cresci ouvindo minha mãe dizer que sempre planejou ter um filho aos 30 caso não se casasse até essa idade. E foi exatamente o que ela fez. Pois está aí: hoje ela continua sem a cara metade... mas tem filha, genro, e dois netos de uma só vez... acredito que ela foi senhora de seu tempo e serve sim como exemplo... Queimamos sutiãs, agora temos que queimar os preconceitos e botar pra fazer a nossa própria história sem as "muletas- machos". É isso!

Lívia disse...

Querida irmã,

O "Maldito relógio biológico" começou pra mim aos 25 anos, posso sentir na pele e mais do que nunca tenho que exercitar minha frágil paciência.


Tudo dará certo...