"Se exponho a você minha nudez como pessoa, não me faça sentir vergonha!"

domingo, 26 de abril de 2009

You learn


You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn

You wait and see when the smoke clears
por Alanis Morissette

domingo, 12 de abril de 2009

As aparências que não enganam

A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, está de cara nova. A pré-candidata à sucessão do presidente Lula foi submetida a uma cirurgia política, ou melhor, a uma cirurgia plástica para a correção da área dos olhos e do pescoço. Desde então, a nova face da ministra para 2010 tem dado o que falar.
Além de repaginar o rosto, Dilma Rousseff trocou os óculos pelas lentes de contato e ainda chama a atenção para o novo corte de cabelo, um pouco mais curto, propositadamente desarrumado, ruivo e com mechas claras. Uma franja, também levemente desarrumada, dá o toque final. A ministra garante que o resultado “é um sucesso de público e de crítica”. Segundo ela, as mulheres não têm vergonha de dizer que querem “ser mais bonitas”, ao contrário de “vários líderes políticos, que corrigiram suas bolsas de gordura e têm vergonha de falar sobre isso”.
Cirurgias plásticas de ordem meramente estética, como as feitas por Dilma Rousseff, não são questão de saúde e, portanto, não deveriam despertar tanto interesse público. Mas a preocupação com a imagem da ministra se justifica. Se em 2008, ela foi chamada de “mãe do PAC” pelo presidente Lula e aumentou muito sua exposição na mídia, em 2010 a maratona deverá ser ainda mais intensa. O próprio presidente chegou a sugerir que ela conceda mais entrevistas, para ficar mais conhecida.
Um dos maiores cirurgiões plásticos do mundo, Ivo Pitanguy, diz que a ministra acertou ao melhorar a imagem. Na opinião do médico, diferente do mito da deusa grega Afrodite, o poder não advém só da beleza, mas há muito tempo os políticos buscam esta estratégia para incrementar suas performances eleitorais. Pitanguy lembra que na França pré-revolucionária, o cardeal de Richelieu (1585-1642) puxava os cabelos, amarrando-os para trás, para esconder as rugas que o envelheciam frente aos súditos.
Por aqui, dizer que levantar uma pálpebra pode garantir a presidência da República à ministra Dilma Rousseff é, no mínimo, ingênuo e superficial. Beleza e popularidade andam juntas, mas o melhor é apostar que algumas aparências não enganam.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

If I were a boy

If I were a boy, even just for a day
I'd roll out of bed in the morning
And throw on what I wanted then go
Drink beer with the guys
And chase after girls
I'd kick it with who I wanted
And I'd never get confronted for it
Cause they stick up for me

If I were a boy
I think I could understand
How it feels to love a girl
I swear I'd be a better man
I'd listen to her
Cause I know how it hurts
When you lose the one you wanted
Cause he's taking you for granted
And everything you had got destroyed

If were a boy
I would turn off my phone
Tell everyone it's broken
So they'd think that I was sleeping alone
I'd put myself first
And make the rules as I go
Cause I know that she'd be faithfull
Waiting to me to come home, to come home

It's a little too late for you to come back
Say it's just a mistake
Think I'd forgive you like that
If you thought I would wait for you
You thought wrong

But you're just a boy
You don't understand
And you don't understand, oh
How it feels to love a girl
Someday you wish you were a better man

You don't listen to her
You don't care how it hurts
Until you lose the one you wanted
Cause you're taking her for granted
And everything you had got destroyed
But you're just a boy
por Beyoncé

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Tu já não és

"Aqui estou, esperando por ti
Por vezes, parece-me ver-te ao longe, mas logo me desengano
Não és tu ainda

Como o tempo pode ser tão lento e a esperança tão violenta
Impaciento-me e começo a duvidar
(Ah, a dúvida, essa praga que se instala e corrói tudo à sua volta)
Pareceu-me ver-te outra vez
Não és tu

Começo a pensar noutras coisas para tentar fazer a espera mais leve
Qual quê, acabo sempre a pensar em ti
Olho à volta para todos os lados ainda na esperança de te ver
Por fim, levanto-me e sigo o meu caminho
Tu já não és"

sábado, 31 de janeiro de 2009

Convenção dos feridos por amor

Art. 1 - Todos os amantes, de qualquer sexo, ficam alertados que o amor, além de ser uma bênção, é algo também extremamente perigoso, imprevisível, capaz de acarretar danos sérios. Conseqüentemente, quem se propõe a amar deve saber que está expondo seu corpo e sua alma a vários tipos de ferimentos, e não poderá culpar seu parceiro em nenhum momento, já que o risco é o mesmo para ambos.

Art. 2 - Uma vez sendo atingido por uma flecha perdida do arco do Cupido, deve em seguida solicitar ao arqueiro que atire a mesma flecha na direção contrária, de modo a não se submeter ao ferimento conhecido como "amor não correspondido". Caso o Cupido recuse tal gesto, a Convenção exige do ferido que imediatamente retire a flecha do seu coração e a jogue no lixo. Para conseguir tal feito, deve evitar telefonemas, mensagens por internet, remessa de flores, ou todo e qualquer meio de sedução, já que os mesmos podem dar resultado a curto prazo, mas sempre terminam dando errado com o passar do tempo. A Convenção decreta que o ferido deve imediatamente procurar a companhia de outras pessoas, tentando controlar o pensamento obsessivo "vale a pena lutar por essa pessoa".

Art. 3 - Caso o ferimento venha de terceiros, ou seja, o ser amado interessou-se por alguém que não estava no roteiro previamente estabelecido, fica expressamente proibida a vingança. Neste caso, é permitido o uso de lágrimas até que os olhos sequem, alguns socos na parede ou no travesseiro, conversas com amigos onde se pode insultar o antigo companheiro, alegar sua completa falta de gosto, mas sem difamar sua honra. A Convenção determina que seja também aplicada a regra do Art. 2: procurar a companhia de outras pessoas, preferivelmente em lugares diferentes dos freqüentados pela outra parte.

Art. 4 - Em todos os ferimentos, também chamados "rupturas", o único medicamento capaz de fazer efeito chama-se Tempo. Não adianta procurar consolo em cartomantes, livros românticos, novelas de TV ou coisas do gênero. Deve-se sofrer com intensidade, evitando-se por completo drogas, calmantes, orações para santos. Álcool só é tolerado em um máximo de dois copos de vinho por dia.

Determinação final: os feridos por amor, ao contrário dos feridos em conflitos armados, não são vítimas nem algozes. Escolheram algo que faz parte da vida, e assim devem encarar a agonia e o êxtase de sua escolha. E os que jamais foram feridos por amor, não poderão nunca dizer: "vivi". Porque não viveram.

por Paulo Coelho

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Nada dura para sempre

"A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás;
mas só pode ser vivida, olhando-se para frente"
The Curious Case of Benjamin Button

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eu quero

Olhos cor da noite
Prata do luar